abril 11, 2013

Sair de cena quando (não) vale a pena


Dá vontade mas não vale a pena.
Às vezes não vale a pena.
Às vezes não vale a pena explicar, justificar, traduzir.
Às vezes não vale a pena insistir, arrastar, convencer.
Às vezes não vale a pena bradar, gritar, lutar.
Voltar as costas. Vir embora. Deixar. Sair de cena.
Mas dá vontade, por vezes.
Dá vontade de mudar, alterar, esbracejar, persistir e resistir.
E possivelmente vencer. Ou perder.
Mas dá vontade. E, no entanto, também não vale a pena.
Deixar. Deixar ficar, deixar ir.
Por vezes.
Sair é que pode valer a pena.
Às vezes.
Pouca perseverança? Pouca atitude? Pouca combatividade?
Não, é apenas deixar correr, correr da forma mais natural. E, claro, máxima liberdade.

8 comentários:

  1. Muito bom. Um (des)ato de (des)alento... :)
    joao de miranda m.

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    1. Obrigada, João. E desapego, que é essencial saber ter na dose e altura adequadas. :)

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  2. Concordo plenamente... às vezes, sair de cena é o melhor a fazer! Bjs.

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    1. Olá, Sofia :) Saber sair é fundamental. :)

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  3. Às vezes só é preciso ser inteligentemente sensato...

    Beijinhos :)

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    1. Isso, tão simples e verdadeiro. Sou contra forçar e insistir demasiado, e totalmente a favor do (de)curso natural das coisas. Por vezes. Ou muitas vezes.:)

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  4. Às vezes não vale a pena... É uma canseira! Marla

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