Não me alegra e até receio alguma precipitação mas dou hoje por encerrada a minha incursão pela blogosfera. O AE aguentou-se por 4 anos e foi uma (muito) boa experiência em todos os aspetos com ele diretamente relacionados, sobretudo o facto de pessoas de bem, que se identificaram ou não, que deixaram algumas palavras ou não, me terem surpreendido com o facto de que aquilo que fui escrevendo pudesse interessar a alguém. A elas, a todas as que passaram por aqui, agradeço imensamente. Também foi por elas que isto foi indo e é por elas que me entristeço um pouco ao colocar um ponto final no blogue, muito mais do que por mim. Tive a sorte de ser sempre muitíssimo bem tratada por aqui, de aparecerem os melhores dos melhores, só posso concluir.
Esta retirada da escrita vem na sequência da retirada da leitura de outros que tão bem li ou ia lendo, também. Ser uma working mum com uma profissão cada vez mais exigente e desgastante não deixa espaço e tempo para os prazeres da reflexão ou das viagens por entre os pensamentos e as palavras. Ou dos afetos e dos factos, se pensar na pequena sinopse lá em cima. No até sempre de agora, a vontade e a crença em melhores tempos para todos - vós ou nós. Também um repetido obrigada, aos 74 rostos e nomes ali ao lado e aos outros todos com quem estabeleci contacto - e com criei laços de amizade virtual - através disto tudo, sem destacar nomes, receando ser injusta ou esquecida. Finalmente, umas linhas em inglês, como não poderia deixar de ser, os dois versos finais de um poema fantástico que cheira a teatro e a cinema:
Do not go gentle into that good night.
Rage, rage against the dying of the light.
(Dylan Thomas)












