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outubro 11, 2014
junho 28, 2013
Faísca
Não admira que o apelido seja McQueen. O carro de que os miúdos gostam. Uma pessoa vê ou viu "Bullit" e "As 24 horas de Le Mans" e está - estaria - tudo explicado.
Steve McQueen é dos atores que mais admiro, admirei, e não há filme seu que tenha visto e que não lhe dedique quase sempre igual culto. Foram muitos e de variados géneros. Mas em todos o herói algo solitário, independente, rebelde e até cínico, porque desencantado, mas cheio de coração, a transbordar de afetividade. Que belos filmes eram, que inesquecíveis são.
Os de que me lembro:
Bullit
As 24 horas de Le Mans
O aventureiro de Cincinatti
A grande evasão
Papillon
Amar um desconhecido
A torre do inferno
Yang Tsé em chamas
Os sete magníficos
Quando explodem as paixões
O grande mestre do crime
Os ratoneiros
Marcado pelo ódio
Gostei muito quando os vi, alguns repeti, e é isso, adorava-o. Acho que ele também lançava faíscas em cada interpretação. Que o diga a Ali McGraw. Não era só a velocidade, a dos automóveis e a das paixões, eram também as emoções que, de alguma forma, perpassava, ainda que nunca puxando ao sentimentalismo fácil ou ao lamechas. E uma fotogenia daquelas. Ah, os atores dos anos 50, 60 e 70 adentro. Incendiaram muitos écrãs, sem ser preciso muito. Era um estilo, um tempo, e era uma alma. E, no caso dele, uma vida adversa em miúdo que não o impediu de vencer.
maio 16, 2013
Estrela

Margarida. Não posso dizer que conheço profundamente a sua carreira. Mas aprecio-a e muito. Houve uma telenovela que via por causa dela, aquela que começou com o ataque do leão em África e que desfigurou o rosto da personagem principal e que depois veio a ser ela. É belíssima. Está fantástica aos cinquenta, tem um sorriso gaiato e maroto como há poucos em atrizes de alguma forma já consagradas por cá, e parece ter ganho a parada aos amores disputados com a Alexandra Lencastre no passado pela capacidade de sedução e inteligência. Percebe-se. Magnetiza o écrã, grande ou pequeno. Nunca a vi em palco, infelizmente. E vejo pouca ou nenhuma televisão hoje em dia. Mas é, para mim, uma excelente atriz que mistura de forma ímpar sedução e sensibilidade, e dona de uma cativante expressividade. E é nossa, essa é que é essa. Olhem a nossa sorte.
fevereiro 19, 2013
Os sete nada magníficos

1. Nicholas Cage
Não dá e não aprecio filme nenhum em que entre. Total falta de carisma, total ausência de sedução e a vulnerabilidade, a existir, não é a do meu género. É verdade, não gosto e acredito que muitos se espantem.
2. Fred Astaire
Vi, quando era bem novita, mas mais porque via os clássicos que passavam à tarde na tv e assim ia conhecendo o cinema. Pois não aprecio e fiquei contente quando comecei a ver os musicais do Gene Kelly. Que diferença.
3. Javier Bardem
Pois pode ser excelente mas não está nos favoritos, nem nada que se pareça. Por isso "Comer, orar, amar", por exemplo, não me disse absolutamente nada. Uma história que podia ser outra, bem outra, não fossem os atores, sobretudo ele.
4. Van Diesel
Nem filmes, deus me livre, nem a figura, nem outras parecidas. As musculaturas no cinema não me impressionam minimamente, pelo contrário. Posso ver ocasionalmente um bom filme de ação mas com outro tipo de atores.
5. Bruce Willis
Mais ou menos o que disse do anterior. Mas nem nos filmes mais "sérios", não consigo ser fã. Acho alguma graça, ocasional, como quando fez par com a Medeiros em "Pulp Fiction". Mas não (o) levo a sério e nunca será um galã.
6. Mickey Rourke
Foi indo de mal a pior. Ainda o apreciei em "Rumble Fish" mas depois disso praticamente nada. Não é só porque foi ficando feio, bem feio, mas porque realmente não há filmes com ele de que goste. Nem o das quase dez semanas.
7. Roberto Begnini
Parece ser ótimo ator mas não joga no meu campeonato. Nem a ternura do "La vita e bella" me fez apreciadora do seu género cómico-trágico. Mas talvez tenha que lhe dar algum crédito e conhecer melhor as suas performances.
(Deve haver outros. Atores de quem não gosto. Não só não estou com tempo para refletir como não estou com boa memória. Amanhã. Ou depois. Aguentem-se por aí.:))
fevereiro 12, 2013
As vozes
Há vozes masculinas no cinema que são um bocadinho para o irresistível. Porque maravilhosas, tremendas, até. Lá fora, duas: Russel Crowe e Clive Owen. Obviamente que o seu charme e carisma não passa apenas pela voz, mas que ela faz parte, faz. Cá dentro, uma: Ricardo Carriço. Ouvi-a hoje e daí o post. Que não é grande coisa, é certo. Mas que ele há vozes, há.
(O trailer é um teaser, não o original. Também o há, mas como não aprecio o herói do filme em questão... Já a voz é do Russel e é, oh felicidade, a sério.)
dezembro 06, 2012
La belle et l´ époque

Ao que parece os filmes de época nem eram da sua preferência, de todo. No entanto, colaram-se-lhe e bem, muito bem. De resto, ninguém bate as britânicas no écrã, grande ou pequeno, se viajarmos pelo passado e se fizermos incursões pela literatura clássica. Estes são tipos de filmes que me têm geralmente sentada na plateia ou no sofá (engraçado como não sou conservadora, digo eu, mas também não sou por aí além avant-garde, ainda estou para saber que mistura é esta). E há, de facto, personagens que ganham uma esplendorosa ainda que trágica existência em movimento e som por causa da interpretação de atrizes de primeira linha. Keira é uma delas, desde que a vi em "Rei Artur" e "Orgulho e Preconceito". O rosto, na minha opinião, é fantástico, mesmo se transfigurado por histórias de dolorosa experiências ou angústias. Há uma elegância, uma luz, um fulgor de juventude e sensível solidez que se entrelaçam, criando ângulos de beleza cinematográfica para quem gosta da estética clássica, do romantismo e de outros atributos do cinema de época. Faz parte das atrizes da nova geração de que gosto mesmo.
novembro 28, 2012
Singularidades de algumas raparigas loiras


1 - michelle pfeiffer
é belíssima. em a "idade da inocência" esteve sublime. gosto da graça, da sensibilidade, da voz trémula e fraca, da vulnerabilidade, do sorriso, do rosto.
2 - grace kelly
não sou grande fã mas é extraordinariamente bonita, quase perfeita. foi. parecia gélida - parece no écrã - mas pelos vistos era de natureza apaixonada. assim dizia hitchcock, se não estou errada.
3 - jennifer aniston
trocada pela angelina, provavelmente por causa de não ter - querer - filhos. conotada com a comédia, sempre em papéis leves que não marcam. gostei do registo em "derailed". fisicamente um espanto mesmo depois dos 40.

4 - marilyn monroe
queixava-se de solidão, uma das mulheres mais desejadas do planeta. de uma fotogenia espantosa, tem fotos icónicas que resistem ao tempo. subaproveitada em comédias, só em "os inadaptados" mostrou uma veia dramática que não veio a desenvolver. infelizmente, por tudo.
5 - meg ryan
filmes em que se associa o amor romântico citadino, excetuando talvez "the doors - o mito de uma geração", mas ainda assim não agressiva no papel de pam. presença querida, sensível, a puxar o sentimento mas de forma natural, soft.
6 - jean seberg
papéis de sensibilidade, com angústias e vivências típicas da modernidade, interiormente e talvez não só. bonita, mesmo de cabelo curto, quase etérea, dimensão de alguma forma superior.

7 - stevie nicks
cabelo e roupas que agora nos parecem kitsch mas uma doçura forte que emana de uma voz poderosa, sedutora, única. músicas excecionais num grupo que praticamente venero.
8 - diana de gales
claro que chorei com a sua morte. não era excecionalmente bonita mas havia ali um encantamento que passava pela atribulada vida e pela bondade acompanhada de um lado pop e glamoroso que atraía os holofotes. injusto ter encontrado de novo o amor e ter-se ido, ainda que com ele.
(Não consta que alguma delas seja ou tenha sido cleptomaníaca. Isso é só em Eça.)
agosto 26, 2012
O irlandês
Penso que o primeiro filme que vi foi "Alexandre", dirigido por Oliver Stone. Aqui, o herói fugia um pouco ao que se tinha depreendido dos livros de história e da consequente construção da lenda. Efeminado e não agradando a quem comigo sentado estava, num filme de que não reza propriamente a história, apesar da frase inicial Fortune favours the bold, quiçá precisamente por essa razão. Ou outras, que não veem ao caso. De qualquer forma, eu apreciei a interpretação do ator nascido em Dublin desde logo. Outros se seguiram, como "Miami Vice", "O Novo Mundo", especialmente estes, construindo-se em mim a imagem de um novo galã no écrã, com grande sensibilidade apesar da força e bem do género que gosto - falível, vulnerável, introspetivo. Um querido amigo costuma brincar comigo, espantando-se em relação ao meu entusiástico apreço por Colin Farrell. Mas, mea culpa feminina, gosto de homens bonitos no cinema e não há como emendar-me. E gosto ainda mais se imprevisíveis, que tenham um certo estilo moody e mais qualquer coisa que chegue até mim e me seduza de várias formas. Até pela mística irlandesa, quanto mais não fosse.
agosto 19, 2012
Olha que coisa mais linda
Aqui fica uma lista de mulheres que considero extremamente belas. Certamente que este é um post totalmente sem utilidade ou interesse mas esse é um dos luxos de verão - entretenimentos leves porque quando as férias acabarem teremos demasiados assuntos sérios a bater-nos à porta. Por agora, fiquemo-nos com a graça...
1. Catherine Zeta-Jones
2. Elizabeth Taylor
3. Ava Gardner
4. Natalie Wood
5. Letícia Sabatella
6. Giovanna Antoneli
7. Glória Pires
8. Catarina Furtado
9. Gong Li
10. Rania da Jordânia
São morenas, pois são. Havia mais (a Jennifer Lopez, por exemplo) e também algumas louras (a Michelle Pfeiffer, entre outras), embora raramente ache estas divinais. Ainda assim, as fotos não fazem jus à beleza deste naipe - são ainda mais bonitas em movimento natural, no écrã ou fora dele. Ou não concordam comigo? Pois, sei que sou mulher mas isso não me impede de reconhecer e admirar a beleza quando a vejo. E ela mora, segundo os meus padrões estéticos, incondicionalmente aqui.
agosto 05, 2012
A inadaptada
Fotogenia sem igual, graça natural, sorriso gaiato.
Traumas de infância, demónios interiores.
Uma sensual mistura de sensibilidade e atrevimento, glamour e fragilidade.
Anseios por um reconhecimento mais intelectualizado, solidão emocional que a levou demasiado cedo.
Linda e eterna...
Anseios por um reconhecimento mais intelectualizado, solidão emocional que a levou demasiado cedo.
Linda e eterna...
abril 15, 2012
março 18, 2012
Tudo bons rapazes
Ontem vi duas notícias que têm algo em comum. Esse comum é o facto de serem ambas sobre dois atores. E dois atores que não fazem parte dos meus favoritos embora lhes reconheça beleza e até algum charme. Não são os meus galãs de eleição, quer no Brasil quer em Hollywood. Nunca me fizeram suspirar por aí além, embora possam ter papéis interessantes e ternos. Mas eles provam uma coisa engraçada. Provam que se pode admirar o caráter fora da tela mais do que o carisma dentro dela. Porque também há o contrário, muito frequentemente o contrário. Nomes que apreciamos na arte, nas suas variadas formas, mas depois cuja vida exterior, física, real é muito desapontante. E focamo-nos apenas então no seu trabalho, no prazer que nos dão, de diferentes formas.
Aqui, neste apontamento, é o oposto. Não sou grande fã de Reynaldo Gianecchini nem de George Clooney. Lindos e simpáticos mas que no écrã nunca me galvanizaram. (Eu sou muito Clive Owen, para falar em sedução cinematográfica atual.) Ontem comoveram-me, contudo. Fora da representação. O primeiro porque acaba de ultrapassar um cancro terrível, a morte do pai, também ele doente, e a assustadora confrontação com a sua própria possível e antecipada morte. E a dignidade com que falou do seu problema e a força que já o fez voltar aos palcos deixaram-me rendida. Exemplos de coragem humana, de luta pela vida, de sensibilidade pujante. O segundo porque foi detido devido às suas humanitárias convicções. Gosto disso em Clooney, é o de que gosto mesmo mais, a sua solidariedade empenhada, as preocupações fora do seu umbigo, para com desprotegidos, refugiados, famintos, doentes, perseguidos, indefesos, presos nas malhas de ditaduras ou catástrofes humanas e físicas. O que leva um ator sexy e apreciado por legiões de fãs a uma humilhação, que não o é apesar de tudo, a de ser algemado por ter uma voz? Tem a minha admiração como ser humano, como estrela que usa o seu poder e influência para chamadas de atenção e decisões que tardam ou não chegam.
Da próxima vez que os vir a representar, estarei mais atenta. O seu fascínio na tela pode não ser o meu género mas lembrar-me-ei daquilo que são e passam cá fora. Crescerão em encantamento, de certeza. E por falar nisso, longa vida para os dois rapazes.
fevereiro 23, 2012
Arcanjo

Não é que conheça toda a sua filmografia, de todo. Mas nos filmes que vi ficou um rosto irlandês que me persegue, voluntaria e conscientemente, para qualquer obra de ficção com pano de fundo da ilha esmeralda. Gravou-se-me, assim, como o herói literário por excelência, credibilizando no preto e branco destas imagens a paisagem irlandesa - o verde, a terra, a chuva, o frio e o vento -, a insularidade, a solidão das almas, até a tragédia. Os Mortos ficar-lhe-ia tão bem...
Trata-se de uma figura na tela em tudo oposta ao frenético citadino dos tempos modernos, pelo menos da forma como eu o tenho eternizado. A paixão irlandesa... Mas consigo ir um bocadinho mais longe, ali ao lado. Poderia vê-lo em Jane Austen e em Emily Bronte, em histórias de verdes campos e chuva miudinha, em amores trágicos e fora desta época.
Mais velho, bastante mais, com um nome que é o mais bonito dos nomes, especialmente se dito em inglês, Gabriel Byrne faz parte da galeria dos belos heróis românticos que me evocam poesia e teatro, cravado de espiritual charme e fulgurante alma.
janeiro 08, 2012
Sob o signo do camaleão

Ela tem, de facto, ascendente em leão. Mas independentemente disso, claro, ou não, para os astro believers, é, de longe, a grande atriz do nosso tempo. Que não se impôs por nenhum tipo de beleza fulgurante e menos ainda sexy, mas que se transforma magistralmente com os papéis mais que diversos que faz. A metamorfose física é brilhantemente acompanhada de um recurso linguístico incomum, capaz de lhe dar sotaques e pronúncias que nos fazem acreditar na total encarnação das personagens. Estas são muitas, marcantes, antológicas, aliando sempre uma grande sensibilidade ao humor, à coragem, à dor, à alegria, à ternura, à vivacidade, à criação.
Relembro-a hoje por causa do novo filme sobre a dama de ferro. Vi o trailer e fiquei cativada - soou tão british, tão convincente, tão poderosa. Tenho inclusivamente receio de vir a desenvolver uma simpatia pela primeira ministra britânica que nunca nutri. Por causa de Meryl, claro. Será muito difícil não resistir ao lado humano e autêntico que empresta às suas performances. Ainda me lembro, como se fosse hoje, do efeito karen blixen e áfrica que se me infiltrou na memória e na vontade, da fascinante experiência geo romântica que gostaríamos, talvez quase todos, de ter. E doutras figuras femininas de eleição que interpretou e que nos deixaram rendidos.
Uma maravilhosa atriz. Thank god, como tem podido e sabido alimentar, ao longo das últimas décadas, a nossa cinefilia.
janeiro 06, 2012
I am Joaquin

(I am Joaquin é um famoso poema do hispanoamericano Rodolfo "Corky" Gonzales, sobre a e/imigração chicana nos EUA.)
dezembro 14, 2011
Prince charming

Vi-me assim um bocadinho para o aflita para escolher uma foto. Porque tantas e tantas, tão emblemáticas da beleza e carisma de Christian Bale.
E pensar que a primeira vez que o vi no écrã era ele um miúdo literalmente perdido nos tumultos a oriente por altura da segunda guerra. O filme era Empire of the Sun (cujo título combina duas palavras poderosas em forma bilingue), e uma grande obra de Spielberg que marcou e tocou quem viu.
O menino cresceu, em charme, importância, talento, versatilidade. Pois os papéis que faz são diversos, antagónicos, inesperados. O melhor e às vezes o pior que há dentro de nós.
O meu lado romântico atira-me para The New World mas quantas fitas poderia listar aqui que dão conta do trabalho e do impacto do galã britânico, em crescendo também para mim.
Continua, pois, o top. Nem só de géneros se fazem as preferências, não é? Há rostos e estilos que valem em exclusivo. Este vale.
P.S. Partilhamos o dia de aniversário. Celebro duplamente, pois claro.
novembro 15, 2011
O Marginal
![]() |
| Matt Dillon |
Está mais velho e não gostei de o ver ao lado de Cameron Diaz (de quem não gosto, não consigo) naquela comédia em que também entra o Ben Stiller. Mas já gostei muito de o ver em Crash, porque, no papel de um racista que vem a redimir-se, não deixou de passar uma estranha mas poderosa aura sensível.
Na sua juventude, os papéis que fez para Francis Ford Coppola marcaram uma geração. De ar e atitude rebelde, beleza sem fim, uma fina sensibilidade, eletrizou o écrã, num registo de mau rapaz com coração bom. Rumble Fish é inesquecível. O seu Rusty James, de fita na cabeça e mangas à cava, lembrava a geração de Brando e de James Dean nos anos 50 do século passado, em recortes de afirmação de uma juventude inquieta.
Discreto na vida pessoal, e provavelmente subaproveitado nos últimos tempos, possui, na sétima arte, uma icónica galeria de fotos que expressam um look, um estilo, uma identidade. Polegar para cima, definitivamente.
novembro 09, 2011
Incomum amor
Um conhecido meu uma vez disse que a Sade era a mulher mais bonita do mundo. De facto, possui uma beleza morena e exótica que me levará a concordar.
Mas ela é ainda mais icónica por causa daquela voz suave, melodiosa e envolvente e da música que faz, também ela suave, melodiosa e envolvente.
Mergulha-se, assim, num mundo de elegantes sensações serenas e sensuais.
Uma espécie de romantic chic para quem gosta de flirtar o amor.
Uma espécie de romantic chic para quem gosta de flirtar o amor.
Absolutamente incomum.
outubro 12, 2011
China Girl
A canção do David Bowie nos fantásticos idos anos 80 adivinhava uma estrela oriental de primeiro plano. Lembro-me de a ter conhecido na RTP2, no tempo em que passavam belos filmes "estrangeiros" (leia-se não em inglês) e quando, também eu, tinha mais tempo. Ora, isto já foi há...algum tempo. Muito tempo. (?) O filme foi o Ju Dou, do aclamado Zhang Yimou. Interpretava ela uma mulher casada com um velho que tinha um sobrinho que a Ju Dou do filme haveria de amar. O cenário era uma tinturaria cheia de intensidade cromática que não mais esqueci, emblemática, de certa forma, do exotismo a oriente, do inebriar dos sentidos pelo qual é lendário. O filme é trágico e Gong Li eternizava-se como super estrela. Belíssima, exótica, um grande número de filmes marcantes viriam, festivais de cinema por todo o mundo renderam-se-lhe, premiaram-na e prestam-lhe homenagem.
Mais velha, revi-a não há muito tempo em Miami Vice, no remake da famosa série do nosso mais que apreciado detetive Sonny Crocket. Ao lado de Colin Farrel conseguiu ainda exibir uma enorme sedução, eu pelo menos fixei o par como dos que mais resultaram no écrã nos últimos tempos. Sim, não tenho ido ao cinema. Mas costumo achar que os filmes são eternos e não têm idade. Tal como toda a arte, de resto. A minha noção de tempo, mais uma vez... Há quem vá dizer que isto foi há séculos. Mas o que queria mesmo dizer é que a atriz de Adeus Minha Concubina é de uma beleza e magnetismo sem fim. E, ao mesmo tempo, como ela emite ondas de sensibilidade. Sensual e zen, ela é uma estrela à mais que inevitável escala global dos tempos modernos. Sou fã.
julho 27, 2011
De Bronze
Tal como prometido, aqui fica uma lista de morenos absolutamente marcantes para mim. Faltam outros, certamente, mas estes por alguma razão transmitiram ou transmitem algo mais em determinada altura ou circunstância. O cinema é, mais uma vez, grande fonte inspiradora porque fazedora de mitos. E aqui, charme e sedução aliados ao talento são chaves para a posteridade...
Marlon Brando

Até lhe fiz um pequeno poema na adolescência. Gigante e completamente imprevisível dentro e fora da tela, os filmes dos anos 50 fizeram dele um ícone. "Há Lodo no Cais", cujas falas sei de cor e tantos outros. Magnético e invulgar, gostou sempre de mulheres exóticas. Fantástico ainda em "O Padrinho" e "Apocalypse Now", já depois da juventude.
Art Malik

Britânico, com um impecável inglês, de origem paquistanesa, os papéis oscilam entre o charme exótico e o fatal terrorista. Marcante em "A Jóia da Coroa", pérola da televisão nos anos 80. Geralmente ator secundário no cinema, foi de fato na TV que alcançou alguns papéis de protagonista. Lembram-se de "Harém"?
Eros Ramazzotti

É tudo - a envolvente música, a emotiva língua italiana, o rosto belo ao estilo Roma, a paixão. Mesmo com cabelos brancos, continua a seduzir pelo avassalador romantismo associado à sua persona. Experimente ouvir "Silver e Missie", e tantas outras...
Andy Garcia

Não esqueço a eletrizante personagem em "O Padrinho III". Foi nessa altura que o descobri, a energia mas também a ternura que acaba por passar nos seus filmes. Muito latino no look e nas emoções, é um fantástico actor - tanto em filmes de ação como em dramas românticos.
Eduardo Moscovis

Não me levando propriamente a suspirar, considero-o um galã com interpretações ora sedutoras ora divertidas. Há que honrar o Brasil nesta lista, já que possui uma panóplia de galãs considerável de geração para geração.
José Mourinho

Longe vão os tempos em que gostava de futebol. Mas admiro-lhe a atitude vencedora e "especial" num país amorfo e submisso que gosta de pensar que é humilde. A sorte protege os audazes, gosto de pensar. E, claro, é um homem muito bonito.
Tony Leung

Como eu gostei de "O Amante". Que filme intenso, pelas cores, pela história, por um certo erotismo. Fiquei fã deste actor chinês. Também destaco a longa-metragem urbana "O Expresso de Chungking". Está mais velho, mas é um galã oriental.
Daniel Day-Lewis
Sobretudo por "Em Nome do Pai" que me fez sair do cinema arrebatada, na altura. Eletrizante e tocante interpretação. E depois como o romântico asteta Newland Archer em "A Idade da Inocência", um dos meus de eleição. E tantos outros.
Clive Owen

É frequente ver escrito Clive rules! nas páginas de fãs. Mas é, de facto, o rei. Pura sedução. Só a voz "estremece" e a beleza é reconhecidamente apanágio deste também talentoso actor britânico. Gostei muito do fucking caveman em "Closer - Perto Demais", do vibrante médico em "Amor sem Fronteiras" e de praticamente todos os papéis que faz. Ainda espero por um grande papel romântico ao estilo dos Oscars.
Nesta incursão pelos cabelos castanhos, agradou-me também o fato de viajar pela geografia do mundo, percorrendo quase todos os continentes.
Mas falta ainda outra lista...que ficará para a próxima. Em tempo de férias, divirtamo-nos com leituras mais leves e quiçá façamos o mesmo. Que tal contribuir com a sua lista de morenos nos comentários? Fico à espera...
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