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julho 22, 2013

Pobre, pobre





"Tribal elaborate poor."

Pobre do inglês.
Pobre desgraçado que não se emenda.
Pobre vai o ensino porque pobre vai o conhecimento.
Pobre do país.
Pobre sistema tão pobre.
E, sobretudo, pobre da professora.


Nota: má, claro. Não, não é isso. Nota, repita-se: aceitam-se tentativas de tradução, ainda assim. Ou melhor, aceitam-se inscrições de alunos no mínimo mais atentos ao fazerem tarefas em casa para recuperação de módulos em atraso em inglês nível 8 (com auxílio de dicionário, familiares e amigos, e ainda dessa pouco sábia ferramenta chamada tradutor google). Aceita-se, em última análise, um mundo melhor. Obrigada.  



maio 29, 2013

Cumprimentos


Confesso que não compreendi logo à primeira. A criatividade linguística foi elevada e por vezes subestimamos essas capacidades em quem aprende - vá, em quem supostamente está a aprender.
Pedi, como parte do trabalho de recuperação de um módulo, que redigisse(m) uma carta de candidatura a um emprego (letter of application), matéria que não gosto de dar, é certo, mas que lá tem de ser. 
Passando completamente ao lado do yours faithfully (ou mesmo do yours sincerely) que tinha sido explicado na aula, ela lá finalizou a carta da maneira mais imaginativa que, neste ponto em particular, eu vira até então:
lenghts
Pois, sim, o problema não reside só no inglês. Também, e dou-vos os parabéns se já o perceberam, também, dizia, atinge o português. Porque para ter este resultado no tradutor só pode ter escrito a palavra que queria de forma completamente errónea. É mesmo, acreditem. Escreveu-a, e tenho 100% de certeza, com um o na primeira sílaba da palavra no título do post. 

maio 17, 2013

Afinal era outra

                               

Quem é professor saberá bem do que falo, sobretudo em certas disciplinas. Na minha, língua estrangeira, há coisas inacreditáveis, sobretudo a nível da tradução/retroversão, mas quem dá história, geografia, filosofia, sei lá, tantas outras mais, já se deparou com pérolas de desconhecimento que, patéticas, também são anedóticas, daí que nos façam rir. Sobretudo a quem está de fora, sem o drama da frustração que é ensinar e a ignorância, fruto do total desinteresse, continuar. Há dias, estava eu particularmente saturada da papelada de planos para isto e planos para aquilo, soltei umas valentes gargalhadas enquanto almoçava com algumas colegas. Porque esta nunca tinha ouvido e convenhamos que rir alivia o stress. A docente e decente colega de Português, a lecionar ao nível secundário, disse que a última que tinha registado, recentemente, é a de um distraído, não quero ser particularmente ofensiva, que escreveu por várias vezes no trabalho o nome de um autor português de forma particularmente anedótica. Ou, ok, patética. Foram precisas semanas e semanas a dar "Os Maias", essa obra que ninguém conhece, para perceber que afinal nós próprios nunca tínhamos percebido que ela foi afinal escrita por uma senhora. Sim, sim senhora: Elsa de Queirós.