outubro 30, 2013

Quando não se vai à bola


Não é bom nem convém dramatizar a situação mas também a mim não me caíram bem as palavras do presidente da FIFA sobre o jogador Cristiano Ronaldo. Não é por ser português, é porque é um grande jogador (o melhor ou não, isso não vem ao caso) e não pode ser referido como  "o outro". Este tipo de tratamento revela alguma frieza e sobretudo algum desprezo, quando lhe é reconhecido o mérito futebolístico pelos quatro cantos do globo. E depois a cereja podre em cima do bolo estragado: refere os gastos no cabeleireiro do  português, por oposição ao bom rapaz que será Messi (e será, nada contra). Não se percebe o que tem isto a ver com a qualidade do futebol praticado e não se percebe quando houve um jogador que viveu da imagem como nenhum outro - Beckham - e, que eu saiba, ninguém o julgou ou gozou publicamente por isso. Ninguém com responsabilidades públicas e desportivas, ainda por cima. Sem entrar em histeria coletiva e nacionalista, a verdade é que observações deste género não ajudam a serenar em nada o já de si explosivo mundo da bola.

6 comentários:

  1. Respondendo a este post e ao anterior, então é assim; é um triste conceito o que este senhor faz sobre um grande jogador, mais triste ainda ocupando o lugar que ocupa. O tempo actual é triste em conceitos, seja sobre desporto, em separações, tanta coisa minha amiga.Beijinhos.

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    1. Conceitos assim alicerçam-se no snobismo e na sobranceria. Passo. E não vou à bola com eles. Obrigada por mais uma visita, amiga do sul. Brisas do norte para aí :)

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  2. Eu (que também gosto mais do Messi) gostava de ver o Blatter a dar uns "toques" para completar a rábula. A senilidade comanda a FIFA.
    Abraço

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    1. Mas não há uma chefia em condições? O poder corrompe mesmo? :)

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  3. Muito bem dito, amiga! Achei a postura do Blatter de muito mau tom, sobretudo ao tecer as comparações que efetuou entre 2 jogadores de futebol. Revelou uma total ausência de profissionalismo e de saber estar como figura de "relevo" no mundo futebolístico. Marla

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    1. "O outro", sobretudo, é que me fez espécie.

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