1. A conta do CDS na Meta dos Leitões (casa que conheço, afinal também eu sou daqui perto desta região); roubar ao governo porque nos rouba a nós não é uma má ideia, admita-se. Tudo isto tem graça, muita. Pela petulante ousadia e pela destemida coragem no famoso restaurante.
2. A reação do treinador Vítor Pereira na Árabia Saudita quando é manifestamente censurado na conferência de imprensa. Não que ver uma pessoa exaltada seja divertido. Mas quando ele diz "This is a free country" não há como não achar piada. O seu repetido "true" para truth também não se saiu nada mal.
3. A descoberta de que o aparentemente sem graça presidente francês é afinal um leonino conquistador. Mas atenção, não falo de paixões clubísticas, é mesmo do facto de ele ter nascido em agosto e exalar, ao que parece, romance por todos os poros, para não fugir à regra. Temos Leão.
4. Um miúdo fala mentira a querer dizer verdade: de uma soma de 2.60 euros para umas fotocópias para um manual inteiro diz ter gastado 8 na compra do manual em si. Mas o manual novo custa 5, digo. Onde o compraste? Comprei-o ao X. O X já passou para o ano seguinte e fez, pelos vistos, um bom negócio. A não ser que o X lhe tenha dado o manual já usado e a soma foi-se. Para coisas que eu cá sei. E que ele não diz. Esta graça, todavia, não deixa de ser desgraça. Sobretudo para quem ele quer enganar - a mãe.
5. A recente descoberta nacional de que temos um Panteão não deixa de ser engraçada. Estamos em 2014 e ainda vamos a tempo, acrescente-se. E pode ainda esta palavra concorrer nas mais ditas do ano, juntando-se provavelmente às crise e troika. Nada mau para um monumento que não fazia história.








